SIG & Sensoriamento Remoto · Amazônia · Conservação

Consultora de SIG e sensoriamento remoto no Brasil, especializada em Amazônia, conservação e dados ambientais.

Sou Ana Clara Santos Venâncio, engenheira florestal e consultora de SIG sediada no Acre, na tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Bolívia. Ofereço análise geoespacial e serviços cartográficos para organizações de conservação, equipes de pesquisa, órgãos ambientais e ONGs internacionais que atuam na Amazônia e em todo o Brasil.

Meu trabalho combina scripts em Google Earth Engine, pipelines de dados do MapBiomas e interpretação fundamentada em campo, produzindo análises de cobertura do solo, avaliações de desmatamento e cartografia pronta para publicação que resistem ao escrutínio científico e regulatório.

37 anos de dados de satélite analisados
3 territórios indígenas mapeados
400+ pessoas treinadas em geotecnologia

O que um consultor de SIG faz pela conservação

Transformando dados de satélite em decisões.

Um consultor de SIG e sensoriamento remoto traduz dados espaciais brutos — imagens de satélite, levantamentos de campo, limites administrativos — em evidências sobre as quais as organizações podem agir. Para projetos de conservação, isso costuma significar cinco tipos de trabalho:

  • Análise de cobertura do solo: classificar e quantificar tipos de vegetação, desmatamento, regeneração e uso do solo em escala de propriedade, município ou bioma, usando fontes de dados validadas como o MapBiomas Coleção 8 e os incrementos anuais do PRODES/INPE.
  • Monitoramento de desmatamento: detectar e documentar a perda florestal por meio de comparação de séries temporais, validação de alertas e estatística espacial, produzindo arquivos de evidência adequados para fiscalização, processos judiciais ou relatórios de conformidade.
  • Mapeamento territorial: georreferenciar e mapear terras indígenas, unidades de conservação, reservas extrativistas e propriedades rurais, integrando bases da FUNAI, IBGE, MMA e SICAR com dados de campo de precisão.
  • Dados para propostas de financiamento: produzir os anexos espaciais, mapas de linha de base e estatísticas quantificadas de cobertura do solo que financiadores internacionais, fundos climáticos e bancos de desenvolvimento esperam ver em propostas de projetos de conservação.
  • Evidência de conformidade e regulatória: gerar documentação derivada de satélite sobre remanescentes de vegetação, áreas de preservação permanente (APPs) e histórico de uso do solo para licenciamento ambiental, processos de CAR/PRA e análise jurídica.

Expertise específica da Amazônia

Por que o SIG na Amazônia é diferente.

Trabalhar com dados de satélite na Amazônia não é o mesmo que trabalhar com eles em outros lugares. A cobertura persistente de nuvens em grandes porções da Amazônia ocidental torna não confiáveis as imagens de data única. Analistas que não conhecem as estratégias de composição de Landsat/Sentinel para regiões de alta pluviosidade rotineiramente classificam mal as condições do dossel ou deixam passar eventos de desmatamento sob nuvens sazonais.

As bases de monitoramento florestal do Brasil também são distintas. O PRODES, o programa de mapeamento de desmatamento do INPE, usa data de corte, lógica de classificação e formato de polígono específicos, que diferem dos produtos globais. O MapBiomas usa uma classificação baseada em Landsat treinada para a cobertura do solo brasileira, com convenções de legenda específicas de cada coleção que precisam ser compreendidas para interpretar os resultados corretamente. O SICAR, o cadastro ambiental rural, exige familiaridade com o Código Florestal brasileiro e com os fluxos de regularização que ele sustenta.

Os limites de territórios indígenas da FUNAI, a hidrografia da ANA e os dados administrativos do IBGE são camadas de contexto essenciais que frequentemente estão desatualizadas, sobrepostas ou formatadas de modo inconsistente. Saber como usá-las — e quando não confiar nelas — exige experiência de campo.

Estou sediada no Acre, na Amazônia ocidental, no ponto em que Brasil, Peru e Bolívia se encontram. A Reserva Extrativista Chico Mendes, três territórios indígenas e várias unidades de conservação estão dentro ou ao lado da área em que mais atuo. Essa especificidade geográfica não é incidental — ela orienta cada decisão metodológica que tomo.

Bases de dados específicas do Brasil com que trabalho diariamente

MapBiomas (Coleção 8) · incrementos anuais de desmatamento do PRODES/INPE · cadastro ambiental rural SICAR · polígonos de territórios indígenas da FUNAI · hidrografia da ANA (bacias com codificação de Otto) · setores censitários e limites administrativos do IBGE · limites de unidades de conservação do MMA · arquivos espaciais de CAR/PRA

Vantagem de localização

Sediada na tríplice fronteira (Acre, Brasil), trabalho dentro das paisagens que analiso. Trabalho de campo, conhecimento institucional local e diálogo em português com produtores, comunidades e órgãos fazem parte de cada projeto.


Ferramentas e fontes de dados

A pilha técnica completa.

Todas as ferramentas escolhidas pela adequação ao ambiente de dados da Amazônia e aos fluxos de trabalho de organizações de conservação, pesquisa e regulação.

  • QGIS
  • ArcGIS Pro
  • Google Earth Engine
  • MapBiomas Collection 8
  • PRODES / INPE
  • SICAR
  • FUNAI indigenous territory data
  • ANA hydrography
  • IBGE administrative boundaries
  • Python (GeoPandas, Rasterio, Shapely)
  • Avenza Maps (field)
  • R (spatial statistics)
  • Adobe Illustrator (cartographic finishing)

Com quem trabalho

Organizações que trabalham seriamente com o território.

Meus clientes compartilham uma necessidade comum: evidências espaciais rigorosas o suficiente para publicação científica, processos judiciais ou solicitações de financiamento internacional. Eles atuam em diversos setores:

ONGs e fundos de conservação
Grupos de pesquisa acadêmica
Consultorias ambientais
Órgãos governamentais (SEMA, ICMBio, FUNAI)
Empresas de investimento climático e baseado na natureza
Organizações internacionais de desenvolvimento
Organizações de direitos indígenas
Produtores rurais e agrônomos

Trabalhos selecionados

Projetos recentes de SIG e sensoriamento remoto.

Uma seleção representativa de trabalhos de SIG e sensoriamento remoto entregues. Documentação completa disponível sob solicitação.

MapBiomas · Google Earth Engine · UFAC · 2024

RESEX Chico Mendes — atlas de cobertura do solo de 37 anos

Uma análise completa de cobertura e mudança de uso do solo da Reserva Extrativista Chico Mendes de 1985 a 2022, construída a partir do MapBiomas Coleção 8 processado no Google Earth Engine. Produzido como atlas de pesquisa de graduação na UFAC, o trabalho acompanha a dinâmica de desmatamento, a expansão de pastagens e a regeneração florestal ao longo de 37 intervalos anuais e fornece uma metodologia em GEE documentada e reproduzível para monitoramento contínuo.

FUNAI · SICAR · CPI-Acre · 2021–2023

Monitoramento territorial indígena — Nawa, Nukini, Cabeceira do Rio Acre

Apoio em SIG ao programa de monitoramento territorial indígena da CPI-Acre, abrangendo três territórios na Amazônia ocidental: Terra Indígena Nawa, Terra Indígena Nukini e Terra Indígena Cabeceira do Rio Acre. O trabalho incluiu georreferenciamento de limites, detecção de mudança de cobertura do solo, validação de alertas de desmatamento e produtos cartográficos para uso comunitário e processos judiciais.

Ver estudos de caso completos

Trabalhe comigo

Procurando uma consultora de SIG e sensoriamento remoto com profunda experiência na Amazônia? Vamos dimensionar o seu projeto.

Envie um breve resumo do seu projeto — o território, o desafio de dados e o resultado de que você precisa. Responderei em até dois dias úteis com uma noção clara do que é viável e de como eu abordaria.